
Montemor-o-Velho, Coimbra, 22 dez (Lusa) — O Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho está submerso por uma camada de cerca de dois metros de água, sendo, para já, incalculáveis os prejuÃzos materiais para a federação de canoagem (FPC) e autarquia.
“Infelizmente, as previsões confirmaram-se e o CAR está totalmente submerso. Uma altura de cerca de dois metros de água dentro dos hangares. Há elevados danos nas infraestruturas, como a torre de controle, torre de chegada, hangar, ginásio… Só quando a água baixar conseguiremos avaliar os prejuÃzos”, disse à agência Lusa o vice-presidente da FPC, Ricardo Machado.
O dirigente tem estado desde sábado no CAR “a tentar proteger alguns bens”, juntamente com alguns funcionários e técnicos da federação, que teve parte das equipas seniores e sub-23 em estágio precisamente até sábado.
“Montemor-o-Velho é a nossa base logÃstica. Temos aqui material de apoio à s provas, plataformas, barcos a motor, equipamentos e uma série de material que tentamos proteger. Infelizmente, a água subiu um pouco mais do que o esperado. Certamente o CAR vai ter prejuÃzos e danos muito graves no seu funcionamento”, lamentou.
O vice-presidente federativo escusou-se a avançar com uma estimativa de prejuÃzos, dependentes de vários fatores, no caso da federação, por exemplo, até que ponto danificou o ginásio ou se a pressão da água partiu caiaques.
Ricardo Machado recordou o furação Leslei, que em 2018 já tinha sido fonte de preocupação e prejuÃzos, neste caso com o nÃvel de água a atingir “somente” 80 centÃmetros dentro do hangar.
“Montemor-o-Velho é um municÃpio pequeno que tem feito um grande esforço para manter o CAR. Infelizmente, nos últimos anos, o concelho tem sido assolado por intempéries e, mais uma vez, vai ter de fazer grandes esforços para lidar com esta situação muito grave”, observou.
As seleções voltam ao CAR no inÃcio de janeiro, altura em que Ricardo Machado espera poder encontrar infraestruturas “operacionais” para que estas possam desenvolver o seu trabalho, em ano de Jogos OlÃmpicos.
“Infelizmente, esta situação não é só no CAR. muitos clubes no paÃs foram afetados pelas cheias. A nossa solidariedade para com os clubes, pelo seu trabalho e prejuÃzos elevados”, concluiu.
O mau tempo que tem atingido Portugal, sobretudo a região Centro, tem provocado problemas no abastecimento de água em vários municÃpios, mas também há registo de situações problemáticas com a distribuição de eletricidade, além de comunicações.
Os fortes efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram dois mortos, um desaparecido, deixaram 144 pessoas desalojadas e 320 pessoas deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.200 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.
Só no sábado, registaram-se mais de 1.700 ocorrências.
O mau tempo provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou no sábado o impacto da depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.
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