
Vila Real, 17 dez 2019 (Lusa) — A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) integra o projeto europeu “ForManRisk” que, dispondo de 1,5 milhões de euros, pretende implementar uma rede de “florestas piloto” e experimentar novas técnicas de regeneração e de gestão de riscos.
A academia transmontana disse hoje, em comunicado, que o projeto “ForManRisk – Forest Management and natural Risks” (Gestão florestal e riscos naturais), financiado pela União Europeia, quer fornecer soluções operacionais e comuns para o espaço do Sudoeste Europeu (SUDOE) com o objetivo de melhorar a gestão de “uma fase chave na vida da floresta: a regeneração”.
Segundo a UTAD, uma das principais linhas do projeto é a “implementação de uma rede de florestas piloto e espaços de trabalho de ‘demonstração’ no território SUDOE, permitindo experimentar novas técnicas de regeneração e de gestão de riscos”.
Ao mesmo tempo que, acrescentou, quer “proceder à consciencialização dos atores envolvidos (intervenientes institucionais e a população civil) acerca dos riscos naturais e se acelera a criação de novos padrões de gestão no espaço de colaboração”.
Para responder a esses desafios serão desenvolvidas atividades para “melhorar as técnicas de gestão florestal sustentáveis, nas florestas da área do Sudoeste Europeu que apresentam cada vez mais problemas de regeneração associados à s alterações climáticas”.
No âmbito do projeto, pretende-se também “o desenvolvimento de ferramentas de gestão florestal que permitam melhorar a prevenção de riscos de incêndio e otimizar a coordenação e a eficiência das operações”.
Para além da UTAD e do Sistemas de Informação Geográfica, Floresta e Ambiente, Lda. (Gistree), o “ForManRisk” tem ainda como entidades participantes os franceses Office National des Forêts (ONF), lÃder do projeto, ainda o Institut Méditerranéen du liège (IML) e o Institut National de la Recherche Agronomique (INRA).
Em Espanha, integram a iniciativa a Sociedad Aragonesa de Gestión Agroambiental (SARGA), o Consorci Centre de Ciència i Tecnologia Forestal de Catalunya (CTFC) e a Asociación Forestal de Galicia (ASF).
O projeto tem ainda como parceiro associado por Portugal o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O orçamento total do consórcio, para o desenvolvimento das atividades é de 1,5 milhões de euros, sendo 75% cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa de Cooperação Interreg V-B Sudoeste Europeu (2014-2020).
O projeto vai ser implementado até ao final de 2022 e está integrado no eixo prioritário quatro, de combate às mudanças climáticas.
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