
Coimbra, 14 dez 2019 (Lusa) — O candidato à liderança do PSD LuÃs Montenegro disse hoje, em Coimbra, que o seu partido não pode ser “conivente” com os atuais Governo e primeiro-ministro, que são “uns empatas” e não resolvem o que é importante.
“Temos um Governo e um primeiro-ministro que são uns empatas, que não resolvem nada do que é importante, nada do que é estruturante, e que empurram os assuntos com a barriga para a frente”, afirmou hoje LuÃs Montenegro, que falava aos jornalistas à margem de um “encontro com militantes”, à porta fechada, na sede dos social-democratas em Coimbra.
Enquanto, entre os 28 paÃses da Europa, 21 “crescem mais do que nós” Portugal está “a perder competitividade” porque “este Governo do Partido Socialista faz muitas festas, distrai as pessoas com muitas questões, mas naquilo que é essencial, não resolve os problemas”, sustentou o antigo lÃder parlamentar dos social-democratas.
“O Partido Social Democrata não pode ser cúmplice nem conivente com isto”, afirmou, considerando que o seu partido “tem de fazer o seu papel”, que “é ser oposição”.
Ao PSD compete, defendeu, “escrutinar a ação governativa e, ao mesmo tempo, ir afirmando a sua alternativa polÃtica para que os portugueses possam, nos próximos anos”, ter um “caminho bem mais profÃcuo para aquilo que são os interesses” e “a qualidade de vida” das pessoas.
“A minha obrigação é esclarecer os militantes dos meus propósitos” e projetos para o PSD e para o PaÃs, disse LuÃs Montenegro, assegurando que o seu objetivo é “vencer estas eleições [para a presidência do partido] na primeira volta, com um resultado robusto”, para “ir à conquista da confiança dos portugueses”.
Sobre a decisão de Rui Rio ter indicado para o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) o advogado Rui Silva Leal, marido de Mónica Quintela, deputada e porta-voz do PSD para a área da Justiça, LuÃs Montenegro entende, “com toda a frontalidade, que esta eleição só deveria realizar-se depois de 11 de janeiro” (dia da eleição do lÃder do PSD).
Os mandatos do CSMP e do Conselho Superior da Magistratura (CSM) têm a duração de “um mandato parlamentar” e LuÃs Montenegro considera que as respetivas eleições deveriam aguardar pela escolha da nova direção do PSD, que “é um dos principais partidos” da Assembleia da República.
“Não faz sentido que uma direção que, a meu ver, está de saÃda, escolher pessoas [para aqueles órgãos] quando tem mais um mês de trabalho polÃtico”, salienta o candidato à liderança do PSD, que “lamenta profundamente que isso tenha sido feito”, tanto mais que estas eleições não têm “nenhuma urgência”.
Na anterior legislatura, as eleições para o CSMP e para o CSM aguardam “uma temporada muito grande” (cerca de seis meses), destacou LuÃs Montenegro, que, entretanto, “não quer fazer nenhum juÃzo de valor sobre nenhuma escolha”.
Além de LuÃs Montenegro, são candidatos à liderança do PSD o atual presidente Rui Rio e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz.
As eleições diretas para escolher o próximo presidente social-democrata realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o Congresso entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.
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