
Maputo, 06 dez 2019 (Lusa) – O instituto Camões disponibilizou cerca de três milhões de euros para o setor da educação em Moçambique nos últimos dez anos, disse hoje à Lusa, em Maputo, o presidente do organismo português.
“Este valor foi disponibilizado só para o setor da educação e o ministério usa na implementação dos seus programas”, disse LuÃs Faro Ramos, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da LÃngua, no final de uma visita de trabalho a Moçambique.
O valor é investido na capacitação e na construção de infraestruturas, reforçando os planos de expansão da educação definidos pelas autoridades moçambicanas.
No âmbito da visita que hoje terminou a Moçambique, LuÃs Faro Ramos assinou mais um acordo com Conceita Sortane, ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, num documento em que o instituto Camões assume a responsabilidade de desembolsar mais 250 mil euros para o setor.
“É um apoio que disponibilizamos desde o ensino pré-primário até ao universitário, portanto, há um intervenção de A a Z no que diz respeito à educação aqui”, frisou LuÃs Faro Ramos.
O destaque à educação na cooperação com Moçambique resulta de uma coordenação com o paÃs parceiro para identificação de áreas prioritárias.
“Quando preparamos o programa estratégico de cooperação fazemos um análise conjunta, tendo em conta também as solicitações dos paÃses parceiros”, acrescentou o presidente do Camões, observando que, dentro da cooperação entre Portugal e paÃses africanos de lÃngua portuguesa, Moçambique tem sempre estado “na linha da frente”.
Além do apoio à educação, no âmbito da visita de LuÃs Faro Ramos a Moçambique, o instituto Camões assinou quatro memorandos de entendimento com universidades moçambicanas, com o objetivo de promover a lÃngua e garantir a “internacionalização das instituições de ensino moçambicanas”.
Os memorandos foram assinados com as universidades Rovuma, Licungo, Save e Pedagógica de Maputo, todas resultantes da restruturação da antiga UP, que foi dividida em cinco instituições de ensino superior espalhadas pelo paÃs no inÃcio do ano.
À luz dos memorandos, o instituto Camões garante recursos e técnicos e humanos para as universidades, que deverão cada uma delas desenhar planos especÃficos contextualizados à s suas necessidades.
“Isto coloca-nos mais perto daquele objetivo que é de todos paÃses da Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa: colocar o português como uma lÃngua oficial das Nações Unidas”, acrescentou LuÃs Faro Ramos.
A visita do presidente do instituto a Moçambique durou quatro dias e foi enquadrada nas comemorações alusivas aos 10 anos da Cátedra de Português LÃngua Segunda e Estrangeira da Universidade Eduardo Mondlane, a mais antiga instituição do ensino superior no paÃs.
A agenda do presidente do Camões incluiu também um encontro com o ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Jorge Nhambiu, além de visitas a casas de cultura na capital moçambicana.
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