
Lisboa, 05 dez 2019 (Lusa) – O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou hoje não ter gostado da primeira parte do debate em que participou com os outros dois candidatos à liderança do partido, admitindo que até pode prejudicar os sociais-democratas.
Questionado se, apesar dessa apreciação negativa, está disponÃvel para mais debates com os adversários LuÃs Montenegro e Miguel Pinto Luz, Rio disse que, para já, não há qualquer debate marcado, só em negociação, e que terá de refletir.
“Tenho de fazer uma reflexão, por um lado temos de esclarecer as pessoas, pode ser por várias formas: debates, entrevistas, contacto direto, que é o mais importante e eu tenho feito isso e os outros candidatos também estão a fazer. Os debates têm sempre estas condicionantes, vamos ver”, afirmou, questionado pelos jornalistas no final de uma visita à s instalações da 4.ª Divisão da PSP em Lisboa.
No primeiro debate entre os três candidatos à liderança do PSD, na RTP, a primeira parte ficou marcada por troca de acusações de hipocrisia e de maus resultados em diferentes momentos da história do partido, com LuÃs Montenegro e Miguel Pinto Luz a negarem pertencer à maçonaria, depois de Rui Rio o ter afirmado.
Já na segunda parte, mais sobre o paÃs, os candidatos manifestaram-se de acordo na crÃtica ao modelo económico do atual Governo, considerando excessivo o peso dos impostos nas famÃlias e empresas.
“A primeira parte do debate eu acho que sinceramente não gostei, a segunda foi melhor. Também temos de perceber que, quando há debates entre candidatos de um só partido, é quase inevitável saÃrem questões de intendência, questões internas, que normalmente prejudicam o partido a que as pessoas pertencem”, afirmou.
Na manhã seguinte ao debate, Rio disse ainda não ter ocasião de o ver, mas ficou com a sensação de que a primeira parte “é má, prejudica até ao PSD”, enquanto a segunda foi “mais construtiva”.
Questionado se se tratou de um ajuste de contas, o lÃder do PSD respondeu negativamente.
“Por aà também não vou, se fosse um ajuste de contas em vez de 15 ou 20 minutos eram três horas… Não é modelo que me agrade, mas reconheço que em debates entre candidatos do mesmo partido é quase sempre assim”, afirmou, recordando outros confrontos televisivos tensos no PS, entre António Costa e António José Seguro, por exemplo.
As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o congresso está marcado para entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.
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