
Luanda, 13 nov 2019 (Lusa) – O presidente cessante da UNITA, IsaÃas Samakuva, disse hoje que o MPLA, partido que governa Angola há quatro décadas, está em “fim de ciclo” num discurso marcado por duras crÃticas ao ex-Presidente José Eduardo dos Santos.
Falando na abertura do XIII Congresso Ordinário da UNITA, o principal partido da oposição angolana, IsaÃas Samakuva salientou que os angolanos estão “cansados de sofrer” e “saturados de promessas”.
O ainda lÃder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), exortou o Presidente da República, João Lourenço, a continuar “a agenda de mudança” da UNITA, que tomou como sua, e atacou “o arquiteto da corrupção que foi forçado a deixar o poder”, aludindo ao antecessor na presidência do paÃs, José Eduardo dos Santos.
“O paÃs já não poderá aguentar esta situação por mais tempo, porque faliu”, denunciou o dirigente do partido do “Galo Negro”, destacando que a UNITA está mais perto do poder.
E acrescentou: “A nossa luta polÃtica prolongada, com a nossa polÃtica de engolir os sapos da intolerância, os sapos da exclusão e os sapos da fraude, produziu frutos: o povo perdeu o medo, as verdades vieram a lume, o exercÃcio do poder absoluto corrompeu os titulares do poder de forma absoluta e o arquiteto da corrupção foi forçado a deixar o poder”.
IsaÃas Samakuva sublinhou também que “os cofres ficaram vazios” depois da saÃda do “arquiteto da corrupção”, questionando o paradeiro dos mais de 130 milhões de dólares (118 milhões de euros) que representam o “valor do diferencial positivo do preço do petróleo que havia ficado por lei sob sua guarda”.
O presidente da UNITA destacou que “Angola não recebeu nenhuma explicação” e mesmo “o novo titular do poder executivo [João Lourenço] também não terá recebido explicações detalhadas sobre a situação financeira real do paÃs”.
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