
Lisboa, 23 out 2019 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que “nada deve impedir” a realização das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, que vão permitir “fechar um ciclo polÃtico” e criar estabilidade no paÃs.
“Foram realizadas eleições legislativas, com uma participação altÃssima da população guineense, foi constituÃdo o parlamento, a assembleia nacional, foi constituÃdo um governo, que governa, o programa desse governo foi aprovado na assembleia nacional e agora o próximo passo é a realização de eleições presidenciais”, disse Santos Silva à Lusa.
O governante português, num contacto telefónico, acrescentou: “Nada deve impedir que se realizem as eleições presidenciais, que se feche um ciclo polÃtico e possa haver, não só uma assembleia nacional e um governo, como também um presidente eleito. E isso criará condições de estabilidade polÃtica”.
O ministro salientou que “Portugal não tem outro interesse na Guiné-Bissau que não a estabilidade do paÃs”, “condição necessária” da cooperação entre os dois paÃses e do resultado benéfico dessa cooperação para o paÃs africano.
As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão marcadas para 24 de novembro.
Na segunda-feira à noite, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, denunciou uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo o candidato à s presidenciais Umaro Sissoco Embaló, que reagiu qualificando a acusação de “mentira e calúnia”.
Na terça-feira, foi visÃvel em Bissau o reforço da segurança, mas o dia decorreu com toda a normalidade.
Augusto Santos Silva falou à Lusa a partir de Oslo, onde esteve hoje para participar na conferência “Our Ocean” e para encontros polÃticos.
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