
Frankfurt, 07 out 2019 (Lusa) – A grande maioria dos bancos supervisionados diretamente pelo Banco Central Europeu (BCE) “tem posições de liquidez cómodas”, apesar de alguns problemas que exigem mais atenção.
Este foi o resultado do exercÃcio que o BCE realizou este ano aos 103 bancos que supervisiona diretamente e que publicou hoje.
O teste de resistência de 2019 da supervisão bancária do BCE foi uma análise ao risco de liquidez.
Os impactos simulados no exercÃcio foram calibrados em relação à experiência em supervisão adquirida em episódios recentes de crise, sem nenhuma referência a decisões de polÃtica monetária.
A análise centrou-se no possÃvel impacto que os choques de liquidez teriam em cada banco, sem analisar as causas desses choques ou o impacto de turbulências significativas do mercado.
Metade dos 103 bancos que participaram no exercÃcio disse que podia sobreviver mais de seis meses numa situação adversa e mais de quatro meses numa situação extrema.
Perto de 90% dos bancos disseram que podiam sobreviver mais de dois meses numa situação extrema. Só 11% afirmaram que o seu perÃodo de sobrevivência seria inferior a dois meses.
O BCE define perÃodo de sobrevivência como o número de dias em que um banco pode continuar a operar utilizando o dinheiro disponÃvel e garantias sem acesso aos mercados de financiamento.
Apesar da situação geral ser boa, alguns bancos podem subestimar o impacto que poderia ter nas suas posições de liquidez uma descida na sua classificação de risco, segundo o BCE.
Os perÃodos de sobrevivência em divisas como o dólar e a libras são mais curtos do que os calculados em euros.
O BCE vai discutir com os bancos algumas estratégias para melhorar a situação.
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