
Lisboa, 01 set 2019 (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, assume em entrevista à Lusa estar “100% disponÃvel” para continuar a liderar o Governo até 2023, se vencer as eleições de 06 de outubro, garantindo que não será candidato a Belém nem nas próximas nem noutras eleições presidenciais.
“Seguramente, pode ficar já claro, para não alimentar qualquer tabu, que não pretendo ser candidato presidencial nem nas próximas nem noutras [eleições]. Cada um tem vocação para o que tem e a minha vocação não é essa”, assinalou o lÃder socialista, depois de abordar a recusa de um convite para um cargo de topo ao nÃvel europeu e o seu futuro polÃtico após deixar São Bento.
Costa explicitou que, no momento em que foi convidado para um cargo europeu (presidência do Conselho Europeu, segundo notÃcias veiculadas em jornais nacionais e estrangeiros), “não o podia aceitar” porque tinha “um compromisso com o paÃs”.
“Não gostaria de deixar a meio este trabalho”, disse, apontando a “Agenda para a Década”, com que o PS se apresentou à s eleições em 2015, e que “exige ser prosseguida”.
A minha concentração é a 100% no paÃs. É para esta função que estou 100% disponÃvel para a cumprir até 2023″, acentuou, embora assinalando que é preciso esperar pelo resultado das legislativas para saber se continuará à frente do executivo.
Quanto a um cargo na Europa, Costa não fechou completamente a porta, limitando-se a afirmar que não sabe se receberá outro convite.
“Veremos o que acontece a seguir. Nunca organizei a minha vida a pensar no que vou fazer a seguir, organizei sempre concentrando-me a 100 por cento naquilo que estou a fazer a cada momento. E o que estou a fazer é ser primeiro-ministro do XXI Governo Constitucional e candidato a deputado e a primeiro-ministro do próximo governo” concluiu.
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