
Maputo, 27 ago 2019 (Lusa) – A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique recusou o pedido do Centro de Integridade Pública (CIP) de auditar o recenseamento eleitoral da provÃncia de Gaza, no sul do paÃs, cujos resultados são alvo de polémica.
A CNE anunciou em junho ter recenseado 1,1 milhão de eleitores na provÃncia de Gaza, sul de Moçambique, o que equivale a dizer que 80% da população é maior de 18 anos, quando os dados do INE indicam que ali existem 836 mil pessoas em idade eleitoral, ou seja, 329 mil a menos.
Devido à controvérsia em torno dos dados do registo eleitoral, o CIP, uma organização da sociedade civil moçambicana, pediu aquele órgão eleitoral uma auditoria, que acaba de ser rejeitada pelo CIP, sob o argumento de que a matéria está a ser analisada pelas instâncias judiciais.
“Havendo suspeitas de prática de concursos de crime, neste momento, correm os seus trâmites processuais junto do Ministério Público, por força de denúncia apresentada à Procuradoria Geral da República, pelo mandatário nacional da Renamo, em representação deste partido”, informou a CNE em carta enviada ao CIP.
Os resultados do recenseamento estão a ser contestados por organizações da sociedade civil e partidos polÃticos da oposição por supostamente conterem um número de eleitores fictÃcio.
A controvérsia agudizou-se com a posição do INE que afirmou publicamente em julho que os números apresentados pelos órgãos eleitorais só serão possÃveis em 2040.
A provÃncia do sul do paÃs tem votado maioritariamente na Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder.
Moçambique terá a 15 de outubro as sextas eleições gerais e multipartidárias da sua história.
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