
Biarritz, França, 24 ago 2019 (Lusa) — Pelo menos 17 pessoas foram detidas e quatro polÃcias ficaram ligeiramente feridos na noite de sexta-feira, em confrontos registados na comuna francesa basca de Urrugne, ao redor de um acampamento contra a cimeira das grandes potências industriais (G7).
Uma porta-voz da comuna de Baiona, no paÃs basco francês, disse hoje à agência EFE que parte das detenções tiveram origem em confrontos com a polÃcia durante uma manifestação que não havia sido solicitada.
Os manifestantes esconderam os seus rostos e recusaram-se a dispersar, apesar dos avisos da polÃcia, disse a porta-voz.
Além disso, houve outros incidentes quando um grupo de pessoas entrou na autoestrada A63, que leva à fronteira espanhola. Os polÃcias feridos foram atingidos por tiros de morteiros caseiros.
Hoje, à s 11:30 horas locais (9:30 GMT), 10:30 em Lisboa, poucas horas após o inÃcio oficial da cimeira do G7 em Biarritz, milhares de pessoas começaram uma manifestação autorizada no porto de Hendaia, com fim previsto em Irún, no PaÃs Basco, no lado espanhol da fronteira.
O protesto, convocado pela plataforma G7 Ez e a francesa Alternatives G, levava à frente uma faixa com o lema “Não ao G7, contruindo outro mundo a partir do PaÃs Basco”, escrito em castelhano, francês e euskera (lÃngua basca).
No final da marcha, um manifesto será tornado público.
As forças francesas da ordem organizaram um dispositivo de segurança para a cimeira do G7, composto de 13.200 polÃcias e gendarmes.
As divergências em relação ao Irão, ao ‘Brexit’, aos fogos na Amazónia e ao comércio mundial deverão marcar a cimeira das grandes potências industriais (G7).
O Presidente de França, Emmanuel Macron, recebe naquela estância balnear do sudoeste do paÃs, os dirigentes dos Estados Unidos, Donald Trump, Reino Unido, Boris Johnson, Alemanha, Angela Merkel, Itália, Giuseppe Conte, Canadá, Justin Trudeau, e Japão, Shinzo Abe.
Em Biarritz vão também estar o presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, e vários chefes de Estado e de Governo convidados pela Presidência francesa, entre os quais o indiano Narendra Modi, o egÃpcio Abdel Fattah al-Sisi, o chileno Sebastian Piñera, o ruandês Paul Kagame ou o senegalês Macky Sall.
Os fogos florestais que estão a devastar a Amazónia impuseram-se à última hora na agenda, já de si ampla, com Macron a evocar uma “crise internacional” e a pedir aos paÃses industrializados do G7 “para falarem desta emergência” na cimeira.
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