
Washington, 01 ago 2019 (Lusa) – A China “não precisa de conselhos” sobre o tema das tensões em Hong Kong, disse hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump, quase dois meses depois do inÃcio das manifestações naquela região administrativa especial.
“Eles não precisam de conselhos”, afirmou Trump, numa altura em que o Exército chinês divulgou um vÃdeo que alerta os contestatários na antiga colónia britânica, devolvida pelo Reino Unido à China em 1997.
“É entre Hong Kong e a China, porque Hong Kong faz parte da China”, continuou o chefe de Estado norte-americano, que acaba de relançar a guerra comercial contra Pequim, tendo anunciado que tenciona impor tarifas adicionais a todas as importações provenientes daquele paÃs.
A contestação nas ruas de Hong Kong foi iniciada contra uma proposta de lei que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.Â
A proposta foi, entretanto, suspensa, mas os protestos generalizaram-se, com os manifestantes a afirmarem ser uma “erosão das liberdades” na antiga colónia britânica.
Os manifestantes exigem uma resposta do Governo de Carrie Lam a cinco reivindicações: retirada definitiva da lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que os protestos de 12 de junho e 01 de julho não sejam identificados como motins, um inquérito independente à violência policial e a demissão da chefe do Executivo.
A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princÃpio “um paÃs, dois sistemas”, precisamente o que os opositores à s alterações da lei garantem estar agora em causa.
Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um perÃodo de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nÃvel executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.
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