
Lisboa, 15 jun (Lusa) – O secretário-geral do PS, António Costa, recusou hoje, em entrevista ao Expresso, um confronto com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a regionalização.
“A pior coisa que podia acontecer para quem defende a regionalização (…) era precipitarmo-nos numa confrontação com o Presidente da República, com um risco de comprometer por mais 20 anos” o processo, afirma António Costa, no dia em que o PS arranca com uma série de quatro convenções temáticas, que culminam com uma convenção nacional em julho, cujo objetivo é a construção do programa eleitoral para as legislativas.
Sobre esta matéria, o também primeiro-ministro admite que “o próprio Presidente possa ter evoluÃdo na sua reflexão ao longo dos últimos anos”, reiterando que “o PS sempre foi a favor da regionalização”.
“Mas depois há que fazer uma avaliação sobre a oportunidade polÃtica da introdução do tema, sabendo-se que o atual Presidente da República foi o campeão do combate à regionalização”, acrescenta António Costa.
Depois de considerar Marcelo como “campeão do combate à regionalização”, o socialista considera que o lÃder do PSD, Rui Rio, foi há 20 anos “um vice-campeão” e “hoje é um dos grandes defensores da regionalização”.
Na entrevista ao semanário, o lÃder do PS propõe-se “reforçar os instrumentos de combate à corrupção e os meios afetos à investigação”.
Sobre a função pública, António Costa antecipa a possibilidade de “haver atualização anual dos vencimentos” e “preencher as inúmeras lacunas de contratação de pessoal na administração pública”, assim como “rever significativamente os nÃveis remuneratórios dos seus técnicos superiores”.
“Os técnicos superiores têm de ter fatores de diferenciação salarial significativa, sob pena de o Estado deixar de ser competitivo na contratação de quadros qualificados para a administração pública”, adianta o primeiro-ministro.
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