
Hong Kong, China, 13 jun 2019 (Lusa) – A polÃcia de Hong Kong informou hoje que 11 manifestantes foram detidos e 22 agentes ficaram feridos no protesto contra emendas à proposta de lei que preveem a extradição de suspeitos de crimes para a China.
O comissário Stephen Lo Wai-chung disse que os detidos foram acusados de conduta desordeira e de crimes relacionados com tumultos.
Lo sustentou que a polÃcia deu espaço de manobra para os manifestantes expressarem a sua oposição à s mudanças legais propostas, mas justificou o uso da força com o facto de terem sido arremessados objetos à s forças de segurança.
O responsável policial confirmou ainda a utilização de gás lacrimogéneo, gás pimenta e armas antimotim para dispersar os manifestantes.
Este foi o segundo protesto em quatro dias a causar o caos no centro da ex-colónia britânica, agora administrada pela China, com esta última manifestação a ser marcada também pelo confronto entre jovens e as forças de segurança.
Os acontecimentos obrigaram o Executivo a adiar o debate e a encerrar até sexta-feira as instalações da sede do Governo.
Proposto em fevereiro e com uma votação final prevista para antes do final de julho, o texto permitiria que a chefe do executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.
Os defensores da lei argumentam que, caso se mantenha a impossibilidade de extraditar suspeitos de crimes para paÃses como a China, tal poderá transformar Hong Kong num “refúgio para criminosos internacionais”.
Os manifestantes dizem temer que Hong Kong fique à mercê do sistema judicial chinês como qualquer outra cidade da China continental e de uma justiça politizada que não garanta a salvaguarda dos direitos humanos.
A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princÃpio ‘um paÃs, dois sistemas’, precisamente o que os opositores à s alterações da lei garantem estar agora em causa.
Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um perÃodo de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nÃvel executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.
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