
Maputo, 07 jun 2019 (Lusa) – A firma de auditoria BDO manifestou reservas por ter detetado pagamentos do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) de Moçambique a empreitadas não concluÃdas, assinalando que esta circunstância impede saber se há uma situação de “imparidade”.
“Para diversas empreitadas, constatámos que foram efetuados pagamentos na quase totalidade dos valores contratados, sem que as obras estivessem concluÃdas”, diz o relatório do auditor independente sobre as contas e demonstrações financeiras do INSS de 2018.
Estas situações, aliadas à instabilidade do mercado imobiliário, não permitem assegurar que aqueles ativos tangÃveis se encontram em imparidade.
Por outro lado, o INSS não realizou a avaliação dos edifÃcios adquiridos nos últimos anos, de modo a apurar o seu justo valor.
“Os procedimentos de controlo implementados pela entidade para captura, registo e controlo dos montantes em dÃvida por parte dos contribuintes continuam a não ser suficientes para garantir que todos os montantes em dÃvida por parte dos contribuintes encontram-se adequadamente reconhecidos”, lê-se no texto.
A BDO considera que, à exceção das referidas reservas, as demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada a posição e o desempenho financeiro do INSS.
Em 2018, o INSS alcançou um resultado lÃquido de 7.830.765.649 meticais (111,9 milhões de euros).
No ano passado, a firma de auditoria KPMG referiu que as contas do Banco de Moçambique de 2017 não refletiam de forma verdadeira e apropriada a posição financeira consolidada da instituição.
A KPMG fez essa observação pelo facto de o Banco de Moçambique não ter incluÃdo nas suas contas a firma que gere as pensões dos trabalhadores do banco central, Kuhanha.
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