
Maputo, 04 jun 2019 (Lusa) – O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou hoje a estrutura de financiamento do projeto de Gás Natural Liquefeito (GNL) que o consórcio liderado pela norte-americana Anadarko vai desenvolver na bacia do Rovuma, região norte.
O porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Augusto de Sousa, disse, em conferência de imprensa, que o executivo aprovou a proposta de o projeto de GNL Golfinho Atum ser financiado em 14 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) por fundos bancários e em 11 mil milhões de dólares (9,7 mil milhões de euros) por capitais próprios dos acionistas da concessão.
“Trata-se de um projeto estimado em 25 mil milhões de dólares (22 mil milhões de euros)”, declarou Augusto de Sousa.
O porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique reiterou que o consórcio da Área 1 da bacia do Rovuma vai fazer o anúncio da decisão final de investimento (FDI, na sigla inglesa) no dia 18 deste mês em Maputo.
A Anadarko lidera o primeiro projeto de GNL ‘onshore’ em Moçambique. O grupo de empresas vai explorar o gás natural encontrado nas profundezas da crosta terrestre, sob o fundo do mar, a 16 quilómetros ao largo da província de Cabo Delgado.
Depois de extraído, através de furos, o gás será encaminhado por tubagens para a zona industrial a construir em terra, na península de Afungi, onde será transformado em líquido e conduzido para navios cargueiros com contentores especiais para exportação.
O plano prevê duas linhas de liquefação, instaladas em terra, e com capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas por ano de gás natural líquido.
Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).
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