
São José, Costa Rica, 07 mai 2019 (Lusa) — O Grupo Internacional de Contacto, formado por paÃses da União Europeia (UE) e da América Latina, anunciou hoje que está pronto para fazer uma missão de alto nÃvel na Venezuela para propor soluções para a crise no paÃs.
“O Grupo Internacional de Contacto decidiu continuar o seu trabalho, sujeito a uma avaliação dos progressos. O grupo está pronto para realizar uma missão de alto nÃvel em Caracas para apresentar e discutir as opções concretas para uma solução pacÃfica e democrática para a crise”, refere um comunicado, após a terceira reunião do fórum realizada na Costa Rica.
A declaração, assinada por 11 paÃses, foi lida pela Alta Representante da UE para a PolÃtica Externa, Federica Mogherini, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Costa Rica, Manuel Ventura.
Federica Mogherini disse que as medidas concretas a propor pela missão de alto nÃvel “exigem um certo nÃvel de confidencialidade”, pelo que não detalhou.
Já o ministro da Costa Rica afirmou que ainda não se definiu quem vai integrar a missão, mas salientou que a necessidade de eleições presidenciais será a pedra angular.
“A missão de alto nÃvel tem como objetivo reunir-se com as partes envolvidas no conflito, a fim de avançar para que se possam realizar, o mais rapidamente possÃvel, eleições credÃveis”, declarou Manuel Ventura.
Federica Mogherini confirmou que o Grupo de Contacto Internacional vai estender o seu trabalho para além dos 90 dias que tinham sido estabelecidos como limite quando foi formado, porque os membros acreditam ter dado “passos importantes, embora não suficientes” para uma solução pacÃfica e democrática para a crise venezuelana.
No dia 30 de abril, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou uma ação de força contra o regime do Presidente Nicolás Maduro, que intitulou como “Operação Liberdade”, anunciando na altura contar com o apoio de militares e apelando à adesão popular para novos grandes protestos.
No entanto, as chefias militares venezuelanas viriam a confirmar a lealdade a Maduro, mantendo-se a situação do paÃs num impasse.
No final de janeiro deste ano, o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela e foi quase de imediato reconhecido por mais de 50 paÃses. Guaidó indicou que o objetivo era conduzir o paÃs à realização de “eleições livres e transparentes”.
À crise polÃtica na Venezuela soma-se a uma grave crise económica e social que já levou mais de três milhões de pessoas a fugirem do paÃs desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.
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