
Lisboa, 17 abr 2019 (Lusa) – A Associação dos Industriais de Automóveis de Aluguer sem Condutor afirmou que a greve dos motoristas de matérias perigosas está a afetar o setor, sendo uma situação muito preocupante que prejudica a imagem do ‘rent-a-car’ e turismo.
“Já está a afetar o setor. É uma situação muito preocupante porque afeta a imagem do ‘rent-a-car’ e do turismo de forma séria”, afirmou à agência Lusa Joaquim Robalo de Almeida, secretário-geral da ARAC – Associação dos Industriais de Automóveis de Aluguer sem Condutor.
“É uma situação péssima e estou muito preocupado com as repercussões na imagem do turismo a nÃvel internacional, nomeadamente na Inglaterra, Alemanha e Holanda, paÃses que trazem muitos turistas para Portugal nesta altura da Páscoa”, sublinhou o responsável.
O secretário-geral da ARAC indicou também que “há empresas que já começaram a cancelar alugueres” e destacou “a grande preocupação” quer com os prejuÃzos diretos quer com os prejuÃzos ao nÃvel da imagem que se passa para o exterior.
“Esta é uma época de grande movimento e sem combustÃvel não conseguimos exercer a nossa atividade. Imagine um turista que chega ao aeroporto, tem carro alugado e não tem combustÃvel para depois se deslocar”, frisou o responsável.
Segundo Joaquim Robalo de Almeida, vários delegados da ARAC espalhados pelo paÃs indicaram que já está a faltar combustÃvel em muitos locais.
A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou à s 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional especÃfica.
Na terça-feira, gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustÃveis, provocando o caos nas vias de trânsito.
O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mÃnimos e adiantou que o abastecimento de combustÃvel está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.
Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mÃnimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mÃnimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.
No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o sindicato, foram definidos os serviços mÃnimos.
Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do paÃs para que os camiões com combustÃvel possam abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.
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