
Lisboa, 16 abr 2019 (Lusa) — O economista João Costa Pinto defendeu hoje, em Lisboa, que o mercado chinês assume uma importância estratégica para as empresas exportadoras portuguesas, quando as economias do euro continuam “sufocadas por polÃticas fiscais restritivas” ou pelo elevado endividamento.
“É crucial aumentar a penetração das nossas exportações para outros mercados, fora da Europa do euro, com um maior dinamismo”, afirmou João Costa Pinto, ao intervir na conferência “O Futuro de Macau na China”, promovida pela agência Lusa, em Lisboa.
Para o economista e vice-presidente da Fundação Oriente, Macau representa para Portugal uma plataforma para uma pequena economia aberta, como a portuguesa, desenvolver “relações equilibradas” com uma economia como a chinesa, que está a transformar-se numa “mega economia económica e financeira”.
“Devemos procurar atrair investimento direto, capaz de trazer tecnologia e inovação para, simultaneamente, criar novo emprego e aumentar a produtividade setorial e global”, disse, frisando: “Esta questão é muito importante em relação ao objetivo de reduzir a nossa dependência de mercados europeus”.
João Costa Pinto sublinhou as “consequências imprevisÃveis” do ‘Brexit’ nas relações económicas de Portugal com o Reino Unido, face à saÃda daquele paÃs da União Europeia.
Segundo o economista, a ‘Europa do euro’ terá também de definir “com clareza” que tipo de relações quer ter com a China e o seu grande mercado, face à atual liderança polÃtica dos Estados Unidos da América.
“A deriva da administração Trump torna esta questão crÃtica para a Europa”, declarou, durante uma intervenção subordinada ao tema “China: Oportunidades de Futuro”.
“Portugal pode dar um contributo muito maior do que a sua dimensão económica e com isso ter benefÃcios polÃticos e económicos cruciais para ultrapassar as nossas dificuldades e bloqueamentos atuais ao mesmo tempo que fortalecemos a nossa capacidade polÃtica para defender os nossos interesses na Europa do euro”, sustentou.
AH // PVJ
Lusa/Fim



