
Paris, 06 abr (Lusa) — Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 defenderam hoje que é “urgente restaurar o respeito total” à ordem democrática e constitucional na Venezuela, exigindo a marcação, o quanto antes, de uma nova eleição presidencial “livre, transparente e credÃvel”.
“Condenamos a falta de respeito pelos princÃpios democráticos fundamentais na Venezuela e a natureza ilegÃtima do processo de eleição presidencial de 2018 e seus resultados”, refere um comunicado citado pela agência de notÃcias espanhola EFE, subscrito pelos sete paÃses mais industrializados do Mundo, após um encontro de dois dias, em Dinard, no oeste da França.
A Venezuela atravessa uma nova fase de tensão polÃtica desde janeiro, quando o presidente Nicolás Maduro assumiu um novo mandato de seis anos, que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Em resposta, o lÃder do Parlamento, Juan Guaidó, proclamou um governo interino apoiado por mais de 50 paÃses.
Os titulares da pasta dos Negócios Estrangeiros de Estados Unidos da América, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá pediram uma “transição democrática e pacÃfica, de acordo com os artigos da Constituição venezuelana”.
O G7 expressou ainda a sua preocupação com “os muitos alertas credÃveis de sérios abusos aos direitos humanos”, e com a “crescente crise económica e as suas repercussões a nÃvel humanitário”.
Este apelo surge no mesmo dia em que Guaidó convocou uma grande marcha como sendo a “primeira simulação” da Operação Liberdade, com a qual espera retirar Maduro da presidência, que obteve a reeleição com uma votação rotulada de fraudulenta.
Os chefes da diplomacia do G7 realçaram “que as infraestruturas do paÃs estão a degradar-se”, pediram o acesso à ajuda humanitária e mostraram a sua preocupação “pelo envio de forças militares russas, correndo-se o risco de agravar uma situação crÃtica”, que já se vive na Venezuela.
No comunicado, o G7 expressou igualmente a preocupação com a situação polÃtica sentida na Nicarágua “e as violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais atualmente cometidas”, forçando muitos cidadãos a fugir para os paÃses vizinhos.
“Instamos o Governo da Nicarágua a promover um diálogo inclusivo de boa fé apoiado pela Comunidade Internacional, com todas as partes envolvidas, para se encontrar uma solução”, refere a nota assinada pelos sete paÃses.
Segundo a agência de notÃcias francesa France-Presse, o G7 apelou também à comunidade internacional para se mobilizar “contra a violência sexual em conflitos, criando um mecanismo de alerta em caso de violação em massa como arma de guerra”.
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