
Portalegre, 25 mar (Lusa) — O lÃder parlamentar do PS confessou hoje ter ficado surpreendido com as crÃticas do BE à s relações familiares dentro do Governo socialista, afirmando que os bloquistas têm “abundantes relações familiares” na sua bancada.
“Não percebo como é que o Bloco de Esquerda as pode fazer, sendo um partido onde se conhece que, no seu próprio grupo parlamentar, são abundantes e diretas as relações familiares”, afirmou Carlos César, à margem das jornadas de proximidade do PS, ao distrito de Portalegre, que hoje terminam.
César foi confrontado com o conselho da coordenadora do BE, Catarina Martins, no domingo, para o PS fazer uma reflexão sobre as relações familiares dentro do Governo socialista.
E foi aà que o lÃder parlamentar e presidente do PS disse não querer comentar “acusações em concreto”, mas que, “à s vezes”, fica surpreendido com este tipo de crÃticas, não só do BE, mas também de comentadores como LuÃs Marques Mendes, na SIC.
De Marques Mendes recordou que o pai foi deputado na primeira, terceira e quarta legislatura, o próprio foi “ministro por cinco vezes”, deputado e lÃder parlamentar e “a sua irmã é deputada e dirigente parlamentar”.
Carlos César disse ainda não ficar admirado que, “em determinadas famÃlias, onde essa vocação [da polÃtica] e essa proximidade se multiplica, as pessoas tenham empenhamento cÃvico similar”.
O que “é importante, na polÃtica e na governação, é a transparência, o conhecimento dos interesses que estão em causa em todas as decisões e a competência”, afirmou.
Em dois dias seguidos, no sábado e no domingo, PSD e BE colocaram na agenda polÃtica e mediática as relações familiares entre membros do Governo, como é o caso, por exemplo, dos ministros Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino (marido e mulher) e José Vieira da Silva e Mariana Vieira da Silva (pai e filha).
No sábado, em entrevista à Lusa, o cabeça de lista do PSD à s europeias, Paulo Rangel, defendeu que o Presidente da República já devia ter avisado o primeiro-ministro para não repetir o que chama de “promiscuidades familiares” no Governo.
No domingo, a coordenadora do BE aconselhou o Governo e o PS a refletirem sobre a prática de ocupação de cargos públicos por “pessoas com muitas afinidades”.
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