
Elvas, Portalegre, 24 mar (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje PS, PSD e CDS-PP de estarem “unidos” na “garantia” aos banqueiros, apoiando-se no erário publico para cobrir as “negociatas” e “fraudes” do setor.
“Unidos e bem unidos na garantia aos banqueiros, do apoio do erário público, para cobrir os seus desmandos, negociatas, fraudes, com o incentivo e a bênção da União Europeia, que soma mais de 17 mil milhões de euros e as faturas continuam a chegar para o paÃs pagar”, disse.
Jerónimo de Sousa, que falava num almoço regional do Alentejo do PCP, comemorativo do 98.º aniversário do partido, no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas (Portalegre), questionou a falta de verbas para diversos setores, lamentando que, no entanto, haja sempre dinheiro para solucionar os problemas da banca.
“Nunca há dinheiro, nunca há dinheiro nem para atender aos professores, à s forças de segurança, aos enfermeiros, aos setores da Justiça, ao aumento do salário mÃnimo nacional, nunca há dinheiro porque o dinheiro não chega, então como é que encontram 17 mil milhões de euros para entregar à banca e aos seus desmandos?”, questionou.
O secretário-geral do PCP acusou ainda PS, PSD e CDS-PP de estarem unidos na “construção e na cobertura” das decisões do Banco Central Europeu, para a formação de um “banco gigante ibérico”, para que o Novo Banco fique “limpinho de dÃvidas”.
Perante mais de 900 militantes e simpatizantes do PCP, Jerónimo de Sousa classificou ainda como “importantes batalhas” as próximas eleições para o Parlamento Europeu, em maior, e as legislativas, em outubro.
“O que está verdadeiramente em opção é saber se vamos ter um Parlamento Europeu que defende os trabalhadores e o povo, como farão os deputados da CDU, ou se vamos ter deputados que aceitam submeter o paÃs à s imposições da União Europeia, como fizeram no passado e farão no futuro os deputados do PS, PSD e CDS-PP”, disse.
O cabeça de lista da CDU nas europeias, João Ferreira, foi outro dos oradores neste almoço, tendo alertado que nas eleições de maio está em causa “apoiar a submissão do paÃs” aos interesses da União Europeia ou “dar força” à CDU para “defender de forma intransigente” os interesses do paÃs.
“Está nas mãos de cada um decidir. Apoiar quem sacrificou a produção nacional, a agricultura, as pescas e a indústria ou apoiar aqueles que defendem em todas as circunstâncias a agricultura nacional, as pescas nacionais, a indústria nacional”, disse.
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