
Bogotá, 26 fev (Lusa) — O chefe do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do paÃs, espera iniciar o seu regresso a Caracas “nas próximas horas”, referiram hoje à agência noticiosa Efe fontes do seu cÃrculo mais próximo.
As mesmas fontes referiram que neste momento estão a “estudar várias rotas” para Guaidó, que estava proibido de sair de território venezuelano, chegar à Venezuela, mas acrescentaram que o regresso “será muito em breve”, para que possa exercer as “funções de presidente interino”, cargo que anunciou em 23 de janeiro e sendo de seguida reconhecido por cerca de 50 paÃses.
Na segunda-feira Guaidó participou na reunião do Grupo de Lima em Bogotá, e manteve de seguida diversas reuniões “até muito tarde” após abandonar a sede do ministério dos Negócios Estrangeiros na capital colombiana, onde decorreu o encontro.
À saÃda, e sob forte escolta e evitando os jornalistas, dirigiu-se para local desconhecido.
Na manhã de hoje, e ainda segundo as mesmas fontes, manteve “reuniões privadas de alto nÃvel” para prosseguir o trabalho iniciado na segunda-feira e também abordar a questão da ajuda humanitária recolhida por uma coligação internacional. Abordou ainda “temas relacionados com a situação do paÃs”.
Após o final da reunião de segunda-feira, Guaidó disse à Caracol Televisión que estava a trabalhar no seu regresso, mas assegurou que “esta semana” estará em Caracas “exercendo” as suas funções.
Guaidó chegou à Colômbia na sexta-feira para assistir em primeiro lugar a um concerto em seu apoio na cidade fronteiriça de Cúcuta, após atravessar uma das pontes limÃtrofes.
Em janeiro, o procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, apresentou uma petição no Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) para que, no âmbito de uma investigação preliminar, fosse impedida a saÃda do paÃs de Juan Guaidó, para além do bloqueio das suas contas, apesar de não ter ordenado a sua detenção.
Horas depois, o TSJ admitiu a petição, proibiu Guaidó de sair do paÃs e congelou as suas contas.
No entanto, Guaidó assegurou hoje que “não recebeu nenhuma ordem” que o impeça de sair do paÃs, porque quem a solicitou “é quem usurpa funções na procuradoria e no Supremo”.
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