
Madrid, 02 fev (Lusa) — O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que houve “uma montagem” contra si com as notÃcias da detenção esta semana de três jornalistas da agência noticiosa espanhola EFE e salientou que no seu paÃs há “liberdade de expressão”.
Numa entrevista que será divulgada no domingo no canal de televisão espanhol La Sexta, Maduro afirma que tudo aquilo faz parte de uma “campanha” que “faz a Venezuela parecer um monstro ou uma ditadura”.
“Qualquer evento que acontece é ampliado para se ir juntando à campanha permanente de desgaste” para “justificar” perante a opinião pública “qualquer coisa que possa acontecer”, sublinha.
Pelo menos sete jornalistas de vários paÃses, incluindo dois portugueses da SIC e três da EFE, foram detidos e posteriormente libertados esta semana na Venezuela.
Maduro assegura que “não houve detenções de jornalistas”, apenas “uma situação de verificação” que foi transformada na notÃcia de que “o regime ditatorial de Maduro persegue jornalistas”.
Questionado sobre se é normal uma verificação de 24 horas, o lÃder socialista respondeu que até pode ser de 48 horas “como em qualquer paÃs do mundo”.
“Na Venezuela há pleno exercÃcio da liberdade de expressão”, reiterou Maduro, que se queixou do facto de usando esse direito “existir uma grande manipulação sobre a Venezuela de todas as agências de notÃcias internacionais, de todos os meios de comunicação internacionais”.
O Governo e oposição venezuelana medem hoje forças nas ruas de Caracas em manifestações para apoiar o Presidente Nicolás Maduro ou o autoproclamado Presidente interino Juan Guaidó.
A crise polÃtica na Venezuela, onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do paÃs desde 2015, segundo dados da ONU.
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