
Bucareste, 31 jan (Lusa) — A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, anunciou hoje a constituição de um grupo de contacto internacional para alcançar, em 90 dias, uma saÃda pacÃfica e democrática para a crise na Venezuela com a realização de eleições presidenciais.
O grupo é integrado por paÃses da União Europeia (UE) e paÃses latino-americanos e visa “promover o entendimento e a atuação comum entre atores internacionais”, disse a Alta Representante da UE para a PolÃtica Externa à margem da reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros a decorrer em Bucareste, Roménia.
“O objetivo do grupo de contacto é claro. Trata-se de permitir aos venezuelanos exprimir-se livre e democraticamente através de novas eleições. Não é uma mediação”, frisou Mogherini.
O grupo, que se reunirá pela primeira vez a nÃvel ministerial na próxima semana, num paÃs da América Latina, “fixou um prazo de 90 dias para chegar a um resultado positivo”.
“Se constatarmos que é impossÃvel lançar uma dinâmica, o grupo pode terminar os seus trabalhos antes. Mas, se ao fim de 90 dias, forem constatados elementos positivos, o grupo pode decidir continuar”, explicou.
O grupo integra, do lado europeu, a UE e Estados-membros como Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suécia e, do lado latino-americano, BolÃvia, Costa Rica, Equador e Uruguai, mas novos membros deverão ser anunciados nos próximos dias.
A crise polÃtica na Venezuela agravou-se na semana passada quando o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino.
Os Estados Unidos e vários paÃses latino-americanos já reconheceram Guaidó como presidente e a União Europeia exigiu a Maduro a convocação de eleições “nos próximos dias”, caso contrário reconhecerá Guaidó.
Questionada pela France-Presse sobre o reconhecimento de Guaidó como presidente legÃtimo, Mogherini frisou que essa é “uma prorrogativa dos Estados-membros” e que vários vão, provavelmente, fazê-lo.
Portugal, Espanha, França, Alemanha e Reino Unido estão entre os paÃses que no sábado deram oito dias ao regime de Nicolás Maduro para aceitar a realização de novas eleições presidenciais, caso contrário reconhecerão Guaidó como presidente.
“Discuti os próximos passos que os Estados-membros podem dar nos próximos dias e vamos coordenar as suas posições tanto quanto possÃvel”, disse.
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