
Seul, 25 dez (Lusa) – A Coreia do Norte manifestou-se contra a última resolução da ONU que condena o paÃs por violação sistemática dos direitos humanos, apelidando-a de “provocação grave” e capaz de dificultar os esforços de paz na penÃnsula.
Na semana passada, a ONU condenou a Coreia do Norte “pela violação sistemática e generalizada dos direitos humanos” e por desviar recursos para armas nucleares e mÃsseis em vez de cuidar do bem-estar da população.
O paÃs, dominado há três gerações pela dinastia Kim, foi acusado pelas Nações Unidas de abusos sistemáticos, incluindo tortura, violação e execuções extrajudiciais. Rússia, China, Cuba e Venezuela mantiveram-se à margem da votação.
Há 14 anos que as Nações Unidas adotam tais resoluções, mas a Coreia do Norte continua a negar categoricamente qualquer violação dos direitos humanos, acusando a ONU de querer difamar o regime.
O jornal norte-coreano Rodong, o principal diário norte-coreano, descreveu o último texto como uma “grave provocação polÃtica e uma tentativa viciosa de manchar a reputação internacional da Coreia do Norte”.
“A má intenção dos Estados Unidos em se pronunciar sobre a questão inexistente dos direitos humanos é ampliar o escopo das sanções e pressões e fortalecê-las”, pode ler-se no jornal.
Rodong ataca também a Coreia do Sul pelo seu apoio ao texto, “sem reflexão”, que “manchará a atmosfera de melhoria das relações Norte/Sul”.
Os Estados Unidos pretendiam uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre os direitos humanos na Coreia do Norte, mas recuaram no inÃcio de dezembro, por não estarem seguros quanto ao apoio dos seus parceiros.
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