
Lisboa, 20 dez (Lusa) — O Conselho de Ministros aprovou hoje um diploma para acelerar o processo de construção e requalificação de residências para estudantes do ensino superior, prevendo já numa primeira fase disponibilizar 12 mil camas.
A partir do ano letivo 2019/2020 serão construÃdas cerca de 12 mil novas camas, sendo que metade desta oferta estará disponÃvel nas zonas de Lisboa e do Porto, anunciou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, no final da reunião do Conselho de Ministros.
A medida vem “aumentar em cerca de 80% a oferta atual de alojamento para estudantes a preços acessÃveis e regulados”, sublinhou Manuel Heitor, explicando que o plano prevê a requalificação de edifÃcios já existentes, mas também a construção de novas residências.
No total, serão “requalificados e construÃdos cerca de 200 edifÃcios em todo o território”, dos quais alguns são património do Estado, como será o caso do edifÃcio que durante décadas albergou o Ministério da Educação, na avenida 5 de Outubro, em Lisboa, anunciou Manuel Heitor.
Haverá ainda edifÃcios que pertencem aos municÃpios e à s instituições de ensino superior que serão adaptados a residências para estudantes que vivem longe de casa.
Manuel Heitor explicou que o plano de intervenção será faseado e deverá estar concluÃdo em dez anos, altura em que deverão estar disponÃveis “cerca de 30 mil camas”.
“O processo será dinâmico e está aberto para ser consecutivamente melhorado e alargado”, afirmou.
A carência de oferta de alojamento tem sido um dos principais problemas apontados pelos estudantes e já discutido no parlamento, onde recentemente o executivo prometeu que iria disponibilizar em breve mais camas.
SIM // HB
Lusa/Fim



