
Lisboa, 14 nov (Lusa) — A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) defendeu hoje a necessidade de rever o modelo de integração de refugiados em Portugal, adiantando que o caso das três famÃlias de Miranda do Corvo não é uma situação isolada.
Na segunda-feira, três famÃlias de refugiados sÃrios instaladas em Miranda do Corvo, Coimbra, ficaram sem água e eletricidade nas casas que habitam por ordem da Fundação ADFP, proprietária das habitações, depois de os apoios do programa de acolhimento em Portugal terem terminado em setembro.
Em comunicado, a Plataforma reitera “a necessidade de uniformizar e rever o modelo de integração de refugiados em Portugal”, adiantando que o caso destas famÃlias “não é uma situação isolada”.
“É urgente encontrar soluções coerentes e integradas que não se limitem à emergência caso-a-caso, mas assegurem a articulação dos agentes envolvidos sob as mesmas pautas de ação, sob pena de se criar um problema maior de desigualdade e dispersão de esforços”, sublinha a PAR.
A PAR apela ainda para que sejam retomadas as reuniões do Grupo Interministerial criado para articular as respostas entre as entidades envolvidas na integração de refugiados, que não se realizam desde dezembro de 2017.
Assinalando a “gravidade e extrema urgência” da situação das famÃlias de Miranda do Corvo, a PAR disse ter pedido hoje uma reunião “de urgência” com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade, para que sejam retomadas essas reuniões.
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, disse terça-feira que o Governo está a avaliar a situação das famÃlias de refugiados sÃrios de Miranda do Corvo para que os apoios possam vir a ser alargados.
CFF // EL
Lusa/Fim



