
Maputo, 18 out (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, apelou hoje à calma até à divulgação dos resultados definitivos das quintas eleições autárquicas de Moçambique, assinalando que o escrutÃnio foi um “exemplo eloquente de convÃvio democrático”.
“Exortamos os moçambicanos a manterem a calma e o respeito pelas leis, enquanto aguardam o anúncio dos resultados definitivos”, disse o chefe de Estado moçambicano, durante uma declaração à nação na Presidência da República.
Para Filipe Nyusi, no escrutÃnio do dia 10 de outubro “venceu a democracia”, na medida em que os resultados preliminares mostram que “prevaleceu a vontade do povo”.
“Demos um exemplo eloquente de convÃvio democrático, ainda que se tenham registado alguns atos de violência que nós condenamos de forma veemente”, afirmou o chefe de Estado moçambicano.
Além de congratular os órgãos eleitorais e os partidos polÃticos que participaram nas eleições, Filipe Nyusi destacou o trabalho da polÃcia moçambicana durante o processo, considerando que a corporação agiu de forma imparcial.
“Congratulo a PolÃcia da República de Moçambique por ter sabido manter a ordem e segurança e por ter impedido em alguns casos a ocorrência de atos de violência, protegendo o cidadão sem olhar para a cor partidária”, concluiu Filipe Nyusi.
As quintas eleições autárquicas de Moçambique decorreram no dia 10 de outubro nas 53 autarquias e vilas que cobrem parte do território moçambicano.
A plataforma de observação eleitoral Votar Moçambique, que junta sete organizações da sociedade civil do paÃs, ‘chumbou’, na quarta-feira, o processo eleitoral, denunciando a existência de “vários casos de intimidação” sobre jornalistas, eleitores e candidatos da oposição que provocaram “claras situações de violência eleitoral”, referiu.
“A polÃcia não teve um papel neutral”, disse Edson Cortez, diretor do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental moçambicana, acrescentando que membros do partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), envolviam-se em violência e não eram detidos.
No mesmo dia, a Amnistia Internacional (AI) denunciou uma alegada “caça à s bruxas” na provÃncia de Nampula, norte de Moçambique, com várias queixas de ameaças de morte depois da derrota do partido no poder, naquela região, nas eleições autárquicas.
“Esta é uma caça à s bruxas pós-eleitoral que tem como alvo qualquer pessoa que expresse opiniões crÃticas do Governo e que seja suspeito de se associar ao principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), em Nampula “, referiu a AI, em comunicado.
EYAC (RIZR/LFO) // VM
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