
Lisboa, 04 out (Lusa) — O ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa admitiu hoje que recebeu em novembro o coronel LuÃs Vieira e o major Brazão, mas nunca percebeu qualquer “indicação de encobrimento de eventuais culpados do furto de Tancos”.
“Cumpre-me informar, em abono da minha honra e da verdade dos factos, que efetivamente recebi o Sr. coronel LuÃs Vieira [diretor da PolÃcia Judiciária Militar] e o Sr. Major Brazão [porta-voz da PolÃtica Judiciária Militar], no meu gabinete, em novembro de 2017”, refere o tenente-general António Martins Pereira, numa declaração escrita, enviada por e-mail à Agência Lusa.
O ex-chefe de gabinete do ministro Azeredo Lopes acrescenta que, “nessa ocasião ou em qualquer outra”, não lhe “foi possÃvel descortinar qualquer facto que indiciasse qualquer irregularidade ou indicação de encobrimento de eventuais culpados do furto de Tancos”.
O general adianta também que comunicou hoje, através do seu advogado, ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que está “disponÃvel para ser ouvido, no âmbito deste processo”, sobre aquilo de que tem conhecimento.
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