
Montijo, Setúbal, 07 set (Lusa) — A filha e o genro da mulher encontrada morta no Montijo são suspeitos do homicídio e de profanação de cadáver, tendo sido detidos, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
“Diligências realizadas por esta polícia, desde a passada quarta-feira, permitiram indiciar que, na realidade, os ora detidos, filha e genro da pessoa desaparecida, que com ela coabitavam, na sequência de inúmeras desavenças, delinearam um plano, executado conjuntamente, para lhe tirar a vida”, refere o comunicado da polícia.
A filha da vítima tem 23 anos e o genro 27, e ambos vão ser presentes às autoridades judiciárias, para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas, de acordo com a PJ.
A investigação permitiu apurar que no sábado — dia em que, segundo a família, a mulher desapareceu — os suspeitos, “pela hora do jantar, usando fármacos, colocaram-na na impossibilidade de resistir, agrediram-na violentamente no crânio com um objeto contundente, colocaram-na na bagageira de uma viatura e transportaram-na para a zona de Pegões, onde, com recurso a um acelerante, lhe pegaram fogo”.
O corpo, indica a PJ, foi localizado “completamente carbonizado”.
Fonte da Polícia Judiciária tinha adiantado à Lusa, esta manhã, que a mulher que estava desaparecida desde sábado no Montijo, no distrito de Setúbal, foi encontrada morta na quinta-feira.
De acordo com uma fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Setúbal, a mulher estava desaparecida desde sábado (01 de setembro), mas o alerta só foi dado a esta força de segurança na segunda-feira.
Uma filha da vítima partilhou esta semana um apelo na rede social Facebook, informando que a mulher, professora no Montijo e com 59 anos, tinha sido vista pela última vez, pela família, na noite de sábado, quando “avisou que iria sair”.
RCP/ROC (GJS/DYBS/GR) // ROC
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