
Maputo, 06 ago (Lusa) – O ministro da Defesa de Moçambique considerou que os ataques de grupos armados em localidades da provÃncia de Cabo Delgado, norte de Moçambique, constituem uma afronta ao Estado moçambicano.
“Estas ações constituem uma afronta ao Estado moçambicano, desrespeitando o poder legalmente instituÃdo”, disse Atanásio Mtumuke, citado hoje pela imprensa local.
Atanásio Mtumuke falava durante a reunião anual, na provÃncia de Maputo, dos adidos de defesa acreditados em Moçambique.
De acordo com o governante, os grupos “usam o nome da religião muçulmana” para introduzir uma “nova ideologia nas mesquitas locais”.
“São grupos de indivÃduos malfeitores, que nas suas incursões usam armas brancas e de fogo”, explicou o governante.
Apesar destes incidentes, acrescentou Atanásio Mtumuke, as Forças de Defesa e Segurança têm a situação controlada.
“Apesar dos constrangimentos, a situação de ordem e segurança é bastante positiva e estável”, concluiu o governante.
Povoações remotas da provÃncia de Cabo Delgado, situada entre 1.500 a 2.000 quilómetros a norte de Maputo, têm sido saqueadas com violência por desconhecidos desde outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortos e deslocados.
Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroÃna, marfim, rubis e madeira.
Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolÃferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perÃmetro reservado aos empreendimentos.
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