
Vila Nova de Famalicão, Braga, 09 jul (Lusa) – O ministro da Defesa recusou hoje explicar a decisão do Exército de substituir o comandante do regimento de Comandos, coronel Pipa de Amorim, afirmando que deixa as “questões de soalheiro para quem as faz”.
“As questões de soalheiro deixo-as para quem as faz. Não tenho que contar razão nenhuma. É, aliás, uma situação que nasce tipicamente através de fontes anónimas para tentar ver se o responsável politico pica. O responsável politico não tem por hábito intervir em questões de soalheiro e portanto deixa as questões de soalheiro para o nÃvel de onde elas vêm”, respondeu José Azeredo Lopes, em Vila Nova de Famalicão, à margem de uma visita ao Museu da Guerra Colonial, quando questionado sobre o tema.
O PSD questionou o Ministério da Defesa sobre se Pipa de Amorim teria sido substituÃdo por um “princÃpio de delito de opinião”, como, apontam os sociais-democratas, após ter sido divulgado pelo jornal ‘online’ Observador, depois de aquele coronel ter feito um discurso público que desagradou ao Chefe de Estado Maior do Exército (CEME).
De acordo com o Observador, “o coronel lembrou precisamente a investigação à s mortes de Hugo Abreu e Dylan Araújo para lançar crÃticas à classe polÃtica, à classe jornalÃstica e até à instituição militar”.
Azeredo Lopes aceitou ser “um facto” a substituição de PiPa de Amorim, mas reafirmou que o ministro da Defesa não tem que dar explicações sobre este caso: “É um facto que um dia a senhora vai morrer, que eu vou morrer também, são tudo factos. Eu não tenho que explicar factos porque se tiver que explicar factos estou justamente a fazer o jogo daqueles que querem inventar factos e a partir de um facto criar realidades que não existem”.
O responsável pela pasta da Defesa referiu ainda que o visado ainda não se prenunciou sobre “o facto”.
“Vá perguntar ao senhor comandante ou a quem quiser, eu ainda não ouvi falar o senhor comandante e portanto questões de soalheiro, que nascem como todos sabemos, com os mesmo intervenientes de sempre, vai ter que ir perguntar à s suas fontes porque foram elas que criaram este facto”, terminou.
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