
Nova Iorque, 07 jun (Lusa) – A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem direção, com o Nasdaq a ceder após estabelecer três recordes consecutivos no fecho, enquanto a MacDonald’s suportou a valorização do Dow Jones.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average valorizou 0,38%, para os 25.241,41 pontos.
Ao contrário, o Nasdaq perdeu 0,70%, para as 7.635,07 unidades, e o S&P500 baixou 0,07%, para as 2.770,37.
“Sem notÃcias relevantes hoje, os valores tecnológicos, que tinham avançado fortemente nos últimos dias, foram vendidos pelos investidores”, comentou Karl Haeling, da LBBW.
Entre os principais tÃtulos tecnológicos, a Twitter perdeu 1,00% e a Netflix e a Facebook 1,65% cada, com o subÃndice do S&P500 que junta estes tÃtulos a recuar 1,09%.
Ao contrário, o Ãndice Dow Jones beneficiou de uma forte valorização da McDonald’s (+4,37%), que fechou no seu nÃvel mais elevado desde o inÃcio de fevereiro.
Esta apreciação do tÃtulo da cadeia de restauração resultou da notÃcia da intenção de fazer despedimentos para reduzir custos em 500 milhões de dólares (424 milhões de euros), até 2019.
Este Ãndice seletivo também beneficiou das subidas das petrolÃferas ExxonMobil (1,00%) e Chevron (2,90%), no seguimento de uma subida acentuada das cotações do petróleo.
As tensões polÃticas entre EUA e China pareceram apaziguar-se hoje, enquanto “se afasta [a possibilidade de] uma guerra comercial” entre os dois paÃses, disse Adam Sarhan, da 50 Park Investment.
Um dirigente do Governo de Donald Trump confirmou hoje à agência noticiosa AFP que a proposta de Pequim para aumentar as compras de bens norte-americanos em mais de 70 mil milhões de dólares, na condição de o executivo norte-americano abandonar a sua ameaça de aplicar direitos alfandegários a exportações chinesas no montante de 50 mil milhões de dólares.
Mas na véspera de uma cimeira que vai juntar os dirigentes das sete principais economias industrializadas (Grupo dos 7), no Canadá, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, avisaram Donald Trump que não se iriam deixar intimidar pelas suas ameaças de guerra comercial.
“Esta cimeira promete ser a animada”, previu Patrick O’Hare, da Briefing.
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