
Pequim, 07 mai (Lusa) – A China expressou hoje o seu desejo de que a cimeira entre os lÃderes da Coreia do Norte e Estados Unidos decorra “sem contratempos”, depois de Pyongyang ter criticado a polÃtica de sanções de Washington.
Numa altura em que se prepara o histórico encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump, visando a desnuclearização da penÃnsula coreana, e que deverá ocorrer no final deste mês ou inÃcio de junho, a China pediu a ambas as partes que trabalhem para melhorar as suas relações, através do diálogo.
“Face à s circunstâncias atuais, todas as partes relevantes devem permanecer firmes e trabalhar na mesma direção”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Geng Shuang.
No domingo, a Coreia do Norte acusou Washington de provocar o paÃs com a sua decisão de manter as sanções e “ameaças militares” e de “manipular a opinião pública”, ao referir que a vontade expressa por Pyongyang de se desnuclearizar “é resultado da pressão e sanções”.
“Os EUA afirmam que não relaxarão as sanções e a pressão até que a RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do paÃs) abandone completamente o seu programa nuclear, enquanto atua para agravar a situação na penÃnsula, ao destacar ativos estratégicos e ao empregar o tema dos direitos humanos contra a RPDC”, acusou um porta-voz norte-coreano.
Questionado sobre se estas acusações podem colocar em perigo a celebração da cimeira entre Kim e Trump, Geng Shuang reafirmou o desejo de Pequim de que a cimeira “decorra sem contratempos, de acordo com o previsto”.
A cimeira entre os dois lÃderes ocorre semanas após Kim se ter reunido com o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, parte de uma radical mudanças na postura de Pyongyang, que no passado realizou sucessivos testes nucleares e de misseis balÃsticos.
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