
Lisboa, 02 mar (Lusa) – O Sindicato dos Jornalistas denunciou hoje à Assembleia da República, à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério da Administração Interna o “crescente ambiente de hostilidade” contra jornalistas que cobrem eventos desportivos, nomeadamente futebol, após queixas de vários órgãos.
Em comunicado publicado na sua página na internet, o Sindicato dos Jornalistas informa que em causa está uma exposição de motivos, enviada também à s polÃcias, na qual esta estrutura assinala que “a liberdade de imprensa, pilar fundamental da democracia, está a ser condicionada por pressões ilegÃtimas e ameaças graves à integridade fÃsica e à dignidade profissional dos jornalistas”.
Por isso, o sindicato “exorta o Estado português e as entidades responsáveis, quer pela segurança pública, quer pela organização de eventos desportivos, quer pela proteção dos jornalistas e do jornalismo, a tomarem uma posição firme no sentido de garantir o livre exercÃcio da liberdade de imprensa, constitucionalmente consagrado”.
A exposição de motivos hoje enviada teve por base “as principais queixas e preocupações dos órgãos de informação nacionais que disponibilizaram relatórios”, entre os quais a agência de notÃcias Lusa, os jornais A Bola, O Jogo, Público e Record, a rádio RDP/Antena 1, o canal de televisão Sport TV e o jornal ‘online’ Mais Futebol.
“O Sindicato dos Jornalistas considera que não são necessárias mais leis, importa é monitorizar e fiscalizar a aplicação prática das já existentes e impor sanções aos que as transgridem, dentro ou fora dos recintos desportivos”, argumenta a estrutura sindical.
Ainda assim, o sindicato lembra que, recentemente, a Assembleia da República aprovou uma alteração do Código Penal que passa a considerar crime público as agressões a jornalistas no exercÃcio das suas funções ou por causa delas, pelo que exige que as “entidades responsáveis garantam a segurança dos jornalistas” e sugere a presença nas zonas de trabalho reservadas à imprensa.
“A liberdade de imprensa exige condições de segurança para ser exercida e que essas condições de segurança são de responsabilidade partilhada entre autoridades públicas, entidades como a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Federação Portuguesa de Futebol e os clubes desportivos”, adianta o Sindicato dos Jornalistas.
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