
Lisboa, 26 mar (Lusa) – O ministro das Finanças disse hoje que o défice orçamental de 2017, que ficou próximo de 3% do PIB com a recapitalização da CGD, não terá impacto na avaliação de Bruxelas à evolução das contas públicas de Portugal.
“Em termos práticos, a caracterÃstica pontual dessa injeção de capital (…) significa que para a análise estrutural das contas públicas a sua inclusão não é devida e para todos os efeitos do cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento não terá nenhuma consequência na análise da situação das contas públicas em Portugal”, afirmou Mário Centeno.
O ministro falava em conferência de imprensa hoje em Lisboa, após ter sido conhecido que o défice de 2017 ficou nos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) incluindo a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Já sem a recapitalização do banco público o défice do ano passado teria ficado em 0,9% do PIB.
O governante disse também que a contabilização estatÃstica do défice de 2017 com a CGD ainda é um assunto “em aberto”.
“A contabilização do impacto no défice da capitalização da CGD é um assunto que está em aberto no sentido em que é possÃvel, desejável, que o processo continue no âmbito do sistema europeu de estatÃstica”, afirmou Mário Centeno.
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