
Luanda, 17 mar (Lusa) – O vice-presidente do MPLA, João Lourenço, refutou hoje a ideia de que existe divisão no seio do partido no poder em Angola entre “supostos eduardistas e lourencistas”, garantindo que existem apenas militantes do MPLA.
João Lourenço, igualmente chefe de Estado de Angola, discursava na abertura hoje da II reunião Metodológica Nacional sobre a Organização do Trabalho do Partido.
O dirigente do MPLA referia-se à “ideia criada e difundida”, nos últimos tempos, em alguns cÃrculos da sociedade angolana, que têm o objetivo de “dividir” os militantes do partido.
“Isso não existe no nosso seio, só há mempelistas, porque defendemos todos o MPLA e as suas causas, só há patriotas angolanos, porque todos defendemos a causa de Angola e dos angolanos”, disse João Lourenço.
Lembrou que “ao longo da sua história, o MPLA enfrentou e ultrapassou momentos difÃceis, onde nalguns casos teve cisões que o enfraqueceram, mas soube sempre evitar consequências piores”.
João Lourenço defendeu que “sempre que possÃvel” se trabalhe com antecipação para que seja preservada a união do partido.
“E isto é uma preocupação que deve ser permanente, porque dentro e fora do partido, acredito, que sempre houve quem estivesse interessado em corroer o partido, para que não cumpra com a sua missão histórica”, disse João Lourenço.
“Devemos continuar cada vez mais unidos e coesos em torno dos ideais do MPLA, para que com a força do passado, do presente e do futuro, construamos um futuro melhor”, exortou.
O partido no poder em Angola, desde 1975, tem reforçado nos últimos tempos os apelos de união na formação polÃtica, numa altura em que vários cÃrculos da sociedade angolana, incluindo militantes do MPLA, têm criticado abertamente uma alegada bicefalia entre João Lourenço e José Eduardo dos Santos, lÃder da organização polÃtica desde 1979.
Na reunião ordinária do Comité Central (CC) realizada, na sexta-feira, José Eduardo dos Santos, que em 2016 tinha anunciado que este ano deixaria a vida polÃtica ativa, propôs a realização de um congresso extraordinário para dezembro de 2018 ou abril de 2019.
Sobre a proposta apresentada, os participantes ao encontro decidiram que vão ser realizadas duas reuniões, a primeira em abril próximo pelo Bureau PolÃtico, e a segunda em maio pelo CC, para refletirem sobre a realização do congresso extraordinário e a transição polÃtica da presidência do MPLA.
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