
Lisboa, 28 fev (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que “acrescentar o PSD ao consenso não significa retirar” ninguém desse mesmo consenso, rejeitando que se crie um “novo arco da governação” que exclua partes do sistema polÃtico como aconteceu no passado.
“Acrescentar o PSD ao consenso não significa retirar quem quer que seja do consenso que tem que existir”, respondeu hoje aos jornalistas António Costa, na BTL — Bolsa de Turismo de Lisboa, quando questionado sobre os acordos entre PS e PSD.
O primeiro-ministro foi perentório: “tal como antes não era possÃvel manter um arco da governação que mantinha parte do sistema polÃtico sem espaço de intervenção na área governativa, não se crie agora um novo arco da governação que exclui outros”.
Numa resposta implÃcita ao BE e ao PCP, que apoiam parlamentarmente o governo minoritário socialista, António Costa defendeu que “não pode haver na sociedade polÃtica portuguesa mecanismos de exclusão”.
Na opinião do primeiro-ministro não é “nenhuma novidade” esta necessidade de consenso alargado em algumas matérias uma vez que se está “a decidir para aqueles que daqui a 100 anos continuarão a usar essas infraestruturas”.
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