
Maputo, 19 fev (Lusa) – O número total de mortos no desabamento de parte da lixeira de Hulene, em Maputo, subiu para 17, disse à Lusa, Leonildo Pelembe, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (Sensap).
“Temos 17 óbitos confirmados e outros 17 feridos em tratamento no Hospital Central de Maputo”, referiu aquele responsável à s 19:00 (17:00 em Lisboa).
Entre os mortos estão, pelo menos, quatro crianças.
As operações de busca continuam, apesar de já ter caÃdo a noite, e as autoridades “estão em alerta máximo” devido à instabilidade dos montes de lixo, que ameaçam continuar a ruir e a cair sobre habitações nas proximidades, referiu.
Quem ainda por ali se encontra e nas proximidades tem sido retirado para outros locais.
A zona da lixeira que desabou na última madrugada, devido à forte chuva, tinha uma altura equivalente a um prédio de três andares.
A terra e lixo, parte do qual queimado ao longo de anos, abateram-se sobre cinco a sete casas precárias de quem, por falta de recursos ou para estar perto da lixeira de onde retira detritos para venda, optou por viver num local perigoso.
Além das casas que foram destruÃdas, centenas de outras preenchem o espaço em redor.
Apesar de haver planos para instalação de um aterro na vizinha cidade da Matola, toneladas de lixo continuam a acumular-se diariamente na lixeira de Hulene, fazendo crescer os montes de resÃduos que se acumulam de forma indiferenciada.
João Agostinho, diretor do Departamento de Salubridade do MunicÃpio de Maputo, contou hoje à Lusa, no local, que tem havido deslocação de residentes para Chiango, uma zona mais afastada da capital, mas vários acabaram por voltar para a zona de Hulene, apesar do perigo.
Além de problemas recorrentes com desabamentos na época das chuvas, a queima de resÃduos costuma deixar o ar irrespirável, com riscos por avaliar para a saúde pública.
Agostinho reconheceu que a lixeira é “um cancro” devidamente diagnosticado e para o qual urge encontrar uma solução “definitiva”.
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