
Macau, China, 05 jan (Lusa) – O Governo de Macau admitiu hoje falhas no âmbito da segurança nas fronteiras do território na sequência de um incidente recente em que um veÃculo entrou de forma violenta na Região Administrativa Especial procedente da China.
Este caso “demonstrou a existência de uma grande lacuna no âmbito da segurança dos postos fronteiriços de Macau” e “falta de comunicação entre os serviços de execução da lei das duas fronteiras”, afirmou o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, citado num comunicado divulgado pelo seu gabinete.
“Apesar da aplicação de mecanismos urgentes por parte da PolÃcia de Macau que permitiram rastear e intercetar” o veÃculo da China – e o respetivo condutor – que “entrou violentamente em Macau” por um dos postos fronteiriços, o secretário para a Segurança “manifestou-se surpreendido” com o episódio que teve lugar há dias.
Neste sentido, ordenou uma investigação e instruiu os Serviços de Alfândega de Macau e o Corpo de PolÃcia de Segurança Pública para que efetuem “trabalhos de revisão” e coloquem em “rápida execução” medidas de “consolidação e reforço da comunicação e da troca de informações” com as autoridades da China para evitar que casos semelhantes a este se repitam, refere a mesma nota.
O secretário para a Segurança também deu ordens a todos os serviços sob a sua tutela para que procedam “ao melhoramento necessário dos mecanismos permanentes inerentes à s suas funções, revendo periodicamente os equipamentos, as medidas de segurança dos postos fronteiriços e das instalações sensÃveis, avaliando riscos futuros e a forma de reagir adequadamente, devendo, em tempo oportuno, colmatar as lacunas das medidas de segurança no intuito de eliminar todos os tipos de riscos possÃveis”.
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