
Tegucigalpa, 02 nov (Lusa) — Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas nas Honduras durante protestos contra uma alegada fraude nas eleições presidenciais de 26 de novembro, informaram hoje os ‘media’ locais.
O porta-voz da polÃcia hondurenha, Jair Meza, não confirmou, no entanto, a existência de vÃtimas mortais.
“Dizem que há mortos, mas não foram reconhecidos pelas autoridades públicas”, disse Jair Meza, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
Segundo a comunicação social das Honduras, três das sete vÃtimas morreram na sexta-feira à noite num hospital da região norte do paÃs. As vÃtimas terão sido baleadas durante confrontos com a polÃcia militar hondurenha.
Os corpos de outros dois ativistas deram entrada, na noite de sexta-feira, no departamento de medicina legal do Ministério Público de San Pedro Sula, de acordo com as mesmas fontes.
As restantes vÃtimas identificadas pela imprensa hondurenha foram um homem que morreu na quinta-feira à noite e um adolescente de 14 anos que alegadamente foi atingido por tiros durante uma manifestação.
Desde o ato eleitoral de domingo passado, e a par dos protestos, as Honduras têm sido cenário de vários incidentes de vandalismo, incluindo danos em edifÃcios públicos e privados, pilhagens e incêndios.
As ações de protesto envolvem simpatizantes de Salvador Nasralla, candidato presidencial da Aliança da Oposição contra a Ditadura, que acredita estar a ser alvo de fraude eleitoral.
Os primeiros resultados do ato eleitoral, difundidos na madrugada de segunda-feira, chegaram a dar a Salvador Nasralla uma vantagem sobre o Presidente cessante, o conservador Juan Orlando Hernández (do Partido Nacional), mas a diferença foi lentamente diminuindo até que a ordem se inverteu.
Perante tal impasse, a autoridade eleitoral do paÃs anunciou, entretanto, a recontagem de alguns votos.
De modo a travar a vaga de protestos e violência, o governo das Honduras decretou na sexta-feira estado de exceção no paÃs.
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