
Abidjan, 30 nov (Lusa) – O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, disse hoje que o número de pessoas a viver em campos de refugiados na Líbia, muitas vezes em “condições desumanas”, pode chegar aos 700 mil.
Numa intervenção no final da cimeira entre a União Europeia e a União Africana, que hoje terminou em Abidjan, e que foi muito marcada pela questão das migrações, Mahamat disse que só num campo em Tripoli havia 3.800 migrantes a precisarem de ser retirados tão depressa quanto possível.
“E isso é só num campo”, vincou o líder da União Africana, salientando que “o Governo da Líbia disse que há 42 campos”, sendo que alguns destes albergam ainda mais pessoas.
A Organização Internacional das Migrações diz que mais de 423 mil migrantes, a maioria dos quais africanos, foram identificados na Líbia, um país mergulhado numa profunda instabilidade política e procurado por migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo para a Europa.
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