
Lisboa, 23 nov (Lusa) – O primeiro-ministro considerou hoje que a escolha de Francisco George para presidente da Cruz Vermelha Portuguesa assegura a esta instituição capacidade de mobilização de um voluntariado que considerou “precioso” em casos de socorro perante calamidades naturais.
António Costa falava no final da cerimónia de posse do ex-diretor Geral da Saúde Francisco George como presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, cargo que foi ocupado nos últimos 12 anos pelo antigo ministro democrata-cristão LuÃs Barbosa.
Numa cerimónia em que estiveram presentes os ministros da Defesa, Azeredo Lopes, da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e da Segurança Social e Solidariedade, Vieira da Silva, assim como o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, António Costa fez um breve discurso em que elogiou tanto o presidente cessante da Cruz Vermelha Portuguesa, como o novo responsável máximo da instituição.
António Costa considerou que a escolha de Francisco George é uma garantia de “capacidade de mobilização” da Cruz Vermelha Portuguesa, dando como “prova disso mesmo” os 12 anos em que exerceu o cargo de diretor-geral da Saúde.
“É um motivo de orgulho para todos os portugueses ver como o Conselho Supremo desta instituição designou para a sua presidência, por unanimidade – e o Governo aceitou -, alguém que fez toda a sua carreira na administração pública portuguesa”, referiu António Costa.
O primeiro-ministro considerou depois que “Francisco George tornou-se uma visita de casa de todos os cidadãos, porque conseguiu de forma extraordinária mobilizar o conjunto dos cidadãos portugueses para a promoção e qualidade da saúde”.
António Costa apontou então como exemplo a iniciativa de Francisco George de proibir o fumo em espaços fechados públicos.
“Era uma lei que há dez anos se pensava impossÃvel de executar, já que se julgava que iria ter elevadas taxas de incumprimento. Mas a força da pedagogia e a forma como Francisco George se bateu tornaram a aplicação da lei um caos de sucesso”, sustentou.
Para António Costa, a capacidade de mobilização de Francisco George será determinante para a Cruz Vermelha Portuguesa, sobretudo para os muitos voluntários da instituição.
“Tenho a certeza de que esta instituição está em boas mãos”, disse, antes de advertir que “hoje todos somos poucos para fazer face à s ameaças”.
“Estamos confrontados com as ameaças do terrorismo, dos acidentes industriais e das calamidades naturais, que, infelizmente, não tendem a diminuir fruto das alterações climáticas”, disse.
No caso da Proteção Civil, António Costa sustentou que “um dos eixos fundamentais é o da segmentação, da profissionalização e qualificação dos diferentes agentes”.
“Ora, o trabalho da Cruz Vermelha Portuguesa é em todas essas dimensões, porque voluntariado implica qualificação. É uma ajuda preciosa para todas as ocorrências que venham a existir”, declarou.
Em relação ao presidente cessante LuÃs Barbosa, o lÃder do executivo elogiou o trabalho feito por ele quando fez parte da equipa da administração da Expo 98 – entidade que António Costa na altura tutelava enquanto ministro dos Assuntos Parlamentares do primeiro executivo liderado por António Guterres.
“Esperei 20 anos por esta oportunidade de lhe agradecer a forma inexcedÃvel da colaboração que prestou. Uma colaboração não só no projeto da Expo 98, como, sobretudo, no projeto pós-Expo 98, que hoje é uma evidência para todos, mas que na altura era uma angústia para muitos, em particular para quem tinha a sua tutela, que era eu próprio”, disse António Costa.
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