
Lisboa, 22 nov (Lusa) – Dezenas de trabalhadores da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, reunidos hoje em plenário, aprovaram a marcação de uma ação de luta para a primeira quinzena de janeiro, incluindo greve, caso continuem sem resposta à s suas reivindicações.
“Vamos para a luta se a empresa continuar intransigente”, explicou AbÃlio Carvalho, coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário, à margem do plenário, destacando o futuro da empresa, a contratação coletiva e a atualização salarial como três das maiores preocupações dos trabalhadores, que continuam sem resposta.
Na resolução, aprovada esta manhã por unanimidade, no plenário realizado em frente à s instalações da EMEF na Reboleira, Amadora, que contou com a participação de trabalhadores oriundos de vários pontos do paÃs, foi decidida a mobilização geral na empresa para “todas as formas de luta que se justifiquem”.
Caso não haja resposta à s suas reivindicações, os trabalhadores vão realizar uma ação de luta “em toda a empresa, incluindo na forma de greve, na primeira quinzena de janeiro”, tendo uma delegação de representantes da comissão de trabalhadores e do sindicato entregado a resolução a responsáveis da empresa.
Arménio Carlos, secretário-geral da CTGP, que também marcou presença no plenário, congratulou-se com o empenho dos trabalhadores em lutarem por uma melhoria das suas condições de vida: “é um contributo que estes trabalhadores dão para que o Estado crie mais riqueza, mais emprego, reduza a dÃvida e reduza as importações”, disse o sindicalista.
Além de se oporem a um desmembramento da EMEF, os trabalhadores reivindicam um reforço da capacidade produtiva, o combate à precariedade e a reintegração plena na CP.
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