
Maputo, 16 ago (Lusa) – O Centro de Integridade Pública (CIP), ONG moçambicana, acusa o Governo de ter contraído empréstimos sem o conhecimento do parlamento, entre 2015 e 2016, considerando que se mantém a falta de transparência na gestão dos recursos públicos.
Numa análise intitulada “Governo continua a contrair empréstimos sem nenhuma transparência”, o CIP diz que as autoridades moçambicanas contraíram uma dívida de 4,4 mil milhões de meticais (61 milhões de euros) a favor da Administração Nacional de Estradas (ANE) e de 3,1 mil milhões de meticais (43 milhões de euros) para o Porto de Pesca da Beira, junto do EximBank da China.
O CIP refere que chegou a esta conclusão ao comparar a Conta Geral do Estado de 2016 (CGE) com o Relatório de Execução Orçamental (REO) do mesmo ano, ambos publicados no portal da Direção Nacional do Orçamento do Ministério da Economia e Finanças.
