
Lisboa, 10 jul (Lusa) – O Bloco de Esquerda (BE) quer que o relatório final da comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) sublinhe que o ex-primeiro-ministro pressionou o banco em 2015 quando falou no não reembolso ao Estado.
Nas propostas de alteração ao relatório final da comissão parlamentar de inquérito, a que a agência Lusa teve acesso, o deputado bloquista Moisés Ferreira, responsável do partido nos trabalhos, sublinha que o memorando da ‘troika’ e as medidas do plano de reestruturação de 2012 foram momentos em que o “acionista e outras entidades externas à Caixa impuseram medidas que não mereciam a concordância da administração”, mas deixa um outro elemento.
“Existe, no entanto, um outro momento que não se pode deixar de considerar como uma forma de pressão do Governo sobre a CGD: no final de julho de 2015, o primeiro-ministro de então, Pedro Passos Coelho, disse publicamente que a Caixa ainda não tinha começado a reembolsar os Coco’s [instrumentos de capital contingentes] que fizeram parte da solução para a recapitalização de 2012”, advoga o BE.



