
Londres, 20 jun (Lusa) – O analista da consultora Capital Economics que segue Moçambique considerou à Lusa que o país devia criar um fundo soberano para gerir as receitas do gás e apostar mais na construção de infraestruturas que diversifiquem a economia.
“O que gostaríamos de ver era uma grande parte das receitas do gás a serem usadas num fundo soberano, e mais investimento nas infraestruturas para ajudar à diversificação da economia”, disse John Ashbourne.
Em entrevista à Lusa em Londres, o analista reconheceu que o processo de diversificação económica “é muito difícil para os países que estão demasiado dependentes de uma só matéria-prima”, e exemplificou com o Gana, que “é uma democracia pacífica e um país bem governado, e que mesmo assim deu um enorme aumento aos funcionários públicos, deixou a economia desestabilizar-se, o PIB cresceu e depois desceu, e por isso se o Gana teve dificuldades, não há razão para estar muito otimista que o sistema político de Moçambique consiga gerir” as receitas do gás.
