Lisboa, 12 jun (Lusa) – A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, considerou hoje que o “medo” poderá ser o motivo pelo qual apenas 15 mil trabalhadores precários apresentaram até agora requerimentos para terem um contrato permanente com o Estado.
“É um número que é muito baixo para o universo de trabalhadores em situação precária. O primeiro-ministro, António Costa, é que veio falar dos 110 mil e que correspondem com o número que nós temos”, afirmou hoje Ana Avoila aos jornalistas após a reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Carolina Ferra, e o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, para discutir o processo de regularização dos precários do Estado.
A dirigente sindical considerou que “tem de haver um motivo para os trabalhadores não se inscreverem”, tendo afirmado que a Frente Comum “sabe que há medo”, desde logo porque o dirigente do serviço em que esteja esse trabalhador tem de fazer um parecer e há receios de perder o emprego.



