
Lisboa, 01 jun (Lusa) – O combate ao populismo pode exigir “escolhas difíceis que são necessárias” como reformas democráticas das instituições, garantir “os essenciais controlos sobre o poder executivo” ou apoiar a sociedade civil, defendeu hoje em Lisboa a secretária-geral adjunta do Conselho da Europa.
“Evitar o populismo exige aos Estados que olhem para si mesmos, de uma forma prolongada e dura. Os seus líderes devem estar dispostos a fazer as escolhas difíceis que são necessárias. Isso pode querer dizer reformas democráticas das instituições nacionais, ou garantir os essenciais controlos sobre o poder executivo, ou apoiar a sociedade civil ou garantir a liberdade de imprensa”, sustentou Gabriella Battaini-Dragoni, no primeiro dia de trabalhos do Fórum Lisboa 2017, em que a resposta ao populismo é um dos temas em debate.
Para o Conselho da Europa, acrescentou, este trabalho “também significa encontrar formas de construir sociedades inclusivas no contexto das migrações e da retórica populista”.



